quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aralossauro

Período: Cretáceo Tardio.
Ordem, subordem, família: Ornithischia, Ornithopoda, Hadrosauridae.
Localização: Ásia.
Comprimento: desconhecido.
Aralosaurus tuberiferus
Brian Franczak
Aralosaurus tuberiferus
O aralossauro vivia no Cazaquistão. Só se conhece dele um crânio quase completo, do qual falta a porção frontal do focinho e toda a mandíbula inferior. Ainda não foi localizado um esqueleto. Esse dinossauro do período cretáceo tardio, cujo nome significa "réptil da região de Aral", tinha um bico como o de um pato e um arco nasal de inclinação forte diante dos olhos. O arco do aralossauro é mais desenvolvido do que o de qualquer outro hadrossaurídeo, incluindo o gripossauro, um parente próximo. O arco nasal do aralossauro era não só alto, mas largo e as aberturas das narinas, por sob o arco, também eram largas.
A mandíbula superior do aralossauro tinha construção forte e era relativamente alta. Como outros dinossauros dotados de bicos, ele dispunha de muitos dentes para triturar plantas. O aralossauro parece ter contado com até 30 fileiras de dentes, com diversos dentes por fileira na mandíbula superior. Esse arranjo é conhecido como "bateria dentária". A parte traseira do crânio era alta e larga. Isso sugere que deve ter abrigado músculos longos e poderosos para a mastigação de alimentos. 
O aralossauro foi descrito inicialmente em 1968. Desde então, pouco foi escrito sobre os dinossauros dessa área do mundo. Talvez esforços futuros venham a nos dizer mais sobre o aralossauro, sua anatomia e sua evolução.

Argirossauro

Período: Cretáceo Tardio.
Ordem, subordem, família: Saurischia, Sauropodomorpha, Titanosauridae.
Localização: América do Sul (Argentina).
Comprimento: 20 a 21 metros.
Em 1893, o paleontologista britânico Richard Lydekker publicou a primeira descrição de dinossauros saurópodes da América do Sul, descobertos na Patagônia argentina. Lydekker identificou duas espécies sul-americanas de titanossauros e um novo titanossaurídeo, o Argyrosaurus superbus ou "soberto lagarto argentino". Tudo que ele encontrou foram ossos de um membro dianteiro frontal, com comprimento superior a 2,70 metros, e alguns outros ossos que podem ter pertencido ao mesmo animal. O argilossauro era um grande titanossaurídeo. Caso suas proporções se assemelhem às dos demais titanossaurídeos , seu comprimento pode ter chegado a cerca de 20 metros. Seria um animal tão longo quanto o apatossauro, mas com corpo mais volumoso, pescoço mais curto e cauda muito mais curta.
Os titanossaurídeos da América do Sul estão sendo reestudados pelo paleontologista Jaime Powell. Os resultados de seu trabalho ainda não foram publicados, mas ele descobriu que os membros frontais do argirossauro eram diferentes dos membros do titanossauro indiano e dosaltassauro e laplatassauro argentinos.
Mesmo que o animal precise ser enquadrado em outra família, seu estilo de vida era bastante parecido com o de seus parentes saurópodes mais conhecidos. Vagueava pela América do Sul em rebanhos, usava seu longo pescoço para obter folhas e brotos como alimentos na porção mais alta das árvores. O argirossauro provavelmente passava a maior parte de seu dia à procura de comida.

Arqueopterix

Período: Jurássico Tardio.
Classe, subclasse, ordem, família: Aves, Archaeornithes, Archaeopterygiformes, Archaeopterygidae.
Localização: Europa (Alemanha).
Envergadura de asas: 60 centímetros.
A pair of nesting Archaeopteryx
Academia de Ciências de Chicago
Dupla de arqueopterixes fazendo um ninho
O Archaeopteryx lithographica é conhecido com base em apenas seis fósseis - e é possível que sejam os mais importantes fósseis do mundo. O nome significa "asa antiga gravada na pedra" porque o fóssil foi descoberto em imensas jazidas de pedra calcária localizadas na região de Solnhofen, sul da Alemanha. A pedra calcária foi usada por décadas para produzir litogravuras. Os fósseis encontrados no sedimento de grãos finos dessa lagoa do Jurássico tardio estavam muito bem preservados. Os fósseis incluíam também o mais raro dos achados em fósseis: penas.
O esqueleto do arqueopterix era tão parecido com o de alguns dinossauros carnívoros de pequeno porte que diversas espécies foram catalogadas como dinossauros em coleções de museus. Devido às penas, o arqueopterix é normalmente classificado como um pássaro primitivo. Mas, ainda assim, alguns paleontologistas classificam o arqueopterix entre os dinossauros.
Excetuadas as penas, o arqueopterix se parece bastante com o compossognato e com outros pequenos dinossauros do tipo celurossauro. A maior diferença é que as patas dianteiras do arqueopterix foram modificadas para acomodar as penas. Os três dedos das patas dianteiras do arqueopterix tinham garras e suas mandíbulas abrigavam presas afiadas. 
O arqueopterix tinha uma cauda longa e rígida, como a dos pequenos dinossauros terópodes. A cauda levava penas. Em todos os demais pássaros, os ossos da cauda praticamente não existem. Um toco de cauda vestigial, conhecido como pigostílio, serve para o encaixe das penas da cauda.
Há muita discussão sobre a posição do arqueopterix na cadeia evolutiva. Sua relação com os dinossauros é forte e ele pode ser o "elo perdido" entre os pássaros e os pequenos dinossauros carnívoros. Isso significaria que vemos descendentes dos dinossauros a cada vez que vemos um pássaro moderno.

Arrinocertope

Período: Cretáceo Tardio (em inglês).
Ordem, subordem, família: Ornithischia, Marginocephalia, Ceratopsidae.
Localização: América do Norte (Canadá).
Comprimento: 6 metros.

Arrhinoceratops brachyops

Brian Franczak
Arrhinoceratops brachyops

O arrinocerátopo é um raro ceratópsio conhecido por apenas um crânio, desprovido de mandíbula inferior. Esse espécime único foi localizado em 1923 à margem do rio Red Deer, na província de Alberta, Canadá, por uma expedição da Universidade de Toronto. William Parks deu a essedinossauro o nome Arrhinoceratops brachyops, que significa "rosto sem chifre no nariz", em 1925. No entanto, o nome é incorreto pois o arrinocerátopo dispõe de um chifre nasal curto e sem ponta. 

Arrhinoceratops brachyops skull

Real Museu de Ontário
Crânio de um Arrhinoceratops brachyops

O arrinocerátopo tinha um rosto largo, curto e profundo, com grandes narinas. Os dois chifres eram moderadamente longos, bastante pontudos e curvados para frente. O folho (escudo ósseo) do pescoço era largo, com pequenas fenestras (aberturas) ovais, e arredondado. Boa parte do crânio do arrinocerátopo estava ligeiramente esmagada e distorcida, o que tornou difícil compreender o padrão dos ossos cranianos. Os paleontologistas não sabem que aparência tinha o restante do corpo do animal. 
O arrinocerátopo viveu na mesma época que seu parente próximo, o anchicerátopo. Também era parente do torossauro, do chasmossauro, do pentacerátopo e do tricerátopo. 

Aublissodonte

Período: Cretáceo Tardio.
Ordem, subordem, família: Saurischia, Theropoda, Desconhecida.
Localização: América do Norte (Estados Unidos).
Comprimento: desconhecido.


Aublysodon
Brian Franczak
Aublissodonte
Este dinossauro carnívoro recebeu seu nome há mais de 100 anos devido a um dente incomum localizado na região do rio Judith, em Montana. Quando ele foi descoberto, boa parte do oeste dos Estados Unidos continuava inexplorada.
Desde a descoberta, paleontologistas ofereceram diferentes opiniões sobre o dente. A maioria aceitava o genus aublissodonte, ainda que com relutância. A razão é que, nos dias iniciais da paleontologia, muitos nomes de dinossauros foram conferidos com base em material bastante limitado. Alguns estudiosos argumentam que aquele único dente, embora incomum, podia pertencer a um dinossauro já conhecido.
O mistério foi resolvido recentemente, com a localização de restos parciais de um crânio em Montana. O crânio mostra um focinho longo e baixo e um degrau incomum na mandíbula inferior. Infelizmente, conhecemos tão pouco sobre o animal que não sabemos seu tamanho ou peso. Sabemos que ele contava com ampla distribuição, porque seus dentes incomuns foram localizados em muitos Estados norte-americanos.