terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sigmund Freud

   The Mind of Freud
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Capa do livro "The Mind of Freud"

Sigmund Freud desenvolveu um conjunto de teorias que ele chamou de psicanálise. Médico neurologista, ele foi um dos primeiros a demonstrar que muitos dos problemas mentais que nos afligem podem ser causados por fatores psicológicos e não por orgânicos. Suas ideias tiveram um impacto não só no tratamento de uma série de desordens mentais, como histerias, neuroses e depressões, mas também influenciaram boa parte da produção intelectual a partir da publicação de seus livros.


Assim, desde o seu surgimento, a psicanálise não tem servido apenas como uma terapia para o alívio de muitas doenças mentais, mas também como fundamento teórico para uma interpretação da sociedade e da cultura. Mas as teorias desenvolvidas por Freud não são uma unanimidade. Por justamente ser um conjunto de noções de difícil comprovação dentro dos paradigmas científicos, a psicanálise é alvo de várias críticas e polêmicas.



Muitas das polêmicas em torno do pensamento de Freud concentram-se na sua ideia central de que os seres humanos possuem um inconsciente, onde se dá uma constante batalha entre os instintos sexuais e agressivos e as forças repressoras a eles. Além disso ele concluiu que as neuroses que nos afetam são quase sempre o resultado de desajustes sexuais e de desejos eróticos que começam a surgir na infância e descobriu que o ser humano pode padecer de vários complexos, como o de Édipo, no qual o garoto ama a mãe e odeia o pai.




Essas noções não só eram revolucionárias no começo do século 20 como também soavam como obscenidades para a sociedade da época. Mas, apesar das críticas que recebeu e continua a receber, o trabalho de Freud permanece, cerca de um século após suas descobertas, como um dos mais inovadores e influentes tanto no campo terapêutico como no do estudo da cultura. 



Sigismund Schlomo Freud nasceu em 6 de maio de 1856, na cidade de Freiberg, no então Império Austríaco (atualmente essa cidade chama-se Pribor e pertence à República Tcheca). Seu pai era um comerciante judeu que já havia se casado uma vez antes de conhecer sua mãe. Jacob parece ter sido um pai distante e autoritário, enquanto Amalie, sua mãe, era mais próxima e afetiva. Ainda criança Freud e sua família, por razões econômicas, mudaram-se para Leipzig e depois para Viena. Foi na atual capital austríaca que ele estudou e formou-se em medicina.




Em 1882, Freud começou a trabalhar como assistente clínico e três anos depois ele era um especialista em neuropatologia. Para prosseguir seus estudos nessa área ele foi para Paris trabalhar sob a orientação de Jean-Martin Charcot, médico e professor francês considerado o fundador da moderna neurologia. A temporada na França durante a qual trabalhou com pacientes classificados como histéricos por Charcot foi um ponto decisivo em sua trajetória rumo à invenção da psicanálise.



Descubra na próxima página como Freud chegou às noções de inconsciente e de outras teorias fundamentais da psicanálise.

Sigmund Freud: a invenção da psicanálise

Durante sua temporada em Paris, Freud aprendeu com Jean-Martin Charcot o uso da técnica da hipnose, o que possibilitou identificar uma ligação entre os sintomas dos distúrbios psicológicos e a mente dos pacientes. Quando voltou para Viena em 1886, Freud já carregava com ele as primeiras ideias que desembocariam na psicanálise.   

Time Magazine - Freud
Reprodução
A atualidade dos pensamentos de Freud foi tema da capa da revista Time em 1993
Alguns meses após sua volta, Freud casou-se com Martha Bernays, filha de uma proeminente família judia. Ele também iniciou uma profunda amizade com o médico alemão Wilhelm Fliess, que teria um papel importante no desenvolvimento da psicanálise ao debater com Freud algumas de suas ideias mais polêmicas, como a crença na bissexualidade humana e na sexualidade na infância.

Nessa mesma época, outra importante parceria de Freud iniciou-se com o médico Josef Breuer. Breuer tinha alguns anos antes tratado uma paciente chamada Bertha Pappenheim, que ficou conhecida como “Anna O”. Ela sofria de um tipo de histeria e Breuer descobriu durante o tratamento que o simples ato de verbalização da paciente parecia trazer um alívio, o que o levou a acreditar que “a fala cura”. O primeiro trabalho escrito por Freud, “Estudos sobre a Histeria”, foi desenvolvido junto com Breuer e publicado em 1896.

Freud também abriu seu consultório em Viena, o mesmo em que permaneceria por cerca de meio século. Com sua experiência clínica e a partir do entendimento mais aprofundado da experiência de Breuer, Freud desenvolveu sua técnica de “livre associação”, na qual o paciente expressa qualquer tipo de pensamento ou sentimento que surge em sua cabeça, sem nenhum tipo de autocensura. A investigação dos sonhos foi outro campo de estudo que Freud investiu desde o começo e junto com a técnica da livre associação formariam as primeiras noções fundamentais da psicanálise. 

A técnica da livre associação e as dificuldades encontradas em sua aplicação, como os silêncios repentinos, repetições de certos sons e vícios de linguagem produzidos pelos pacientes, deram a Freud a ideia de que o inconsciente é um lugar onde um material desarticulado existente na psique humana fica normalmente escondido, esquecido e indisponível para a reflexão consciente. Isso por conta de sua incompatibilidade com os pensamentos conscientes ou pelos conflitos com outros materiais do próprio inconsciente. Freud percebeu a importância de compreender esse material inconsciente que lutava para se expressar, mas que enfrentava forte resistência na mente dos pacientes para emergir. Para ele, uma das mais presentes fontes dessa resistência estava na natureza sexual desses pensamentos e sentimentos.  

Em 1899, Freud publicou “A Interpretação dos Sonhos”, um de seus livros mais importantes.  Nele, Freud afirmou que todos os sonhos, mesmo os pesadelos, são cheios de desejos provenientes da libido, que está muito, mas não exclusivamente, voltada aos desejos sexuais. Os sonhos seriam então a expressão na mente da disputa entre os desejos e as proibições, já que ao dormimos os mecanismos de autocensura relaxam mas não deixam de existir. Segundo Freud, os sonhos precisam ser interpretados para alcançarmos seus reais significados.

No começo do século 20, Freud intensificou sua prática clínica e sua produção acadêmica com a publicação de suas descobertas numa série de livros fundamentais para o estabelecimento da psicanálise. Entre essas obras estão “A Psicopatologia da Vida Cotidiana” (1904) e “Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade” (1905).

O alcance das teorias freudianas foi além do campo terapêutico e chegou aos estudos culturais e sociais. Seus estudos sobre a religião, a cultura e a repressão produziram importantes contribuições para a compreensão desses fenômenos produzidos pela humanidade, como nas obras “Totem e Tabu” (1913), “O Futuro de uma Ilusão” (1927) e “O Mal-Estar na Civilização” (1930). Extrapolando suas descobertas clínicas para várias áreas da cultura, como a história, as artes, a sociologia e os estudos da religião, Freud nos legou a ideia de que a vida civilizada é um compromisso entre desejos e repressão.

Freud manteve seu consultório em funcionamento em Viena por cerca de 50 anos. Em 1938, quando o nazismo alcançou a Áustria, ele relutantemente mudou-se para Londres para nas suas palavras “morrer em paz”. Freud foi para a Inglaterra junto com sua esposa e sua filha favorita, Anna. Sigmund Freud, o pai da psicanálise e um dos mais importantes pensadores da história, morreu em 23 de setembro de 1939.

Niels Bohr

Quando a teoria quântica foi formulada por Max Planck na virada do século 19 para o 20, Niels Bohr era um adolescente. Ao crescer, virou um dos mais influentes e importantes cientistas de todos os tempos, comparável a Einstein e outros gigantes. E ele entrou para o rol dos mais brilhantes físicos da história da ciência justamente ao solucionar o enigma da estrutura atômica a partir da aplicação da teoria quântica.

O feito de Bohr nas primeiras décadas do século 20 não só possibilitou um enorme progresso científico, como também causou grande perplexidade. Afinal ele trabalhou sobre descobertas teóricas absolutamente inverossímeis. Se até hoje ninguém sabe ao certo o que é a teoria quântica, imagine chegar a importantes conclusões científicas baseado nela há quase um século. Em reconhecimento ao brilhantismo do cientista, a Dinamarca construiu o Instituto de Física Teórica, em Copenhague, e lhe deu o cargo de diretor. Por lá, sob a tutela de Bohr, passaram vários dos melhores cientistas do século 20, como Werner Heisenberg.
Isto é teoria quântica

"Qualquer um que declare que a teoria quântica é clara, na realidade não a compreende."
Niels Bohr

"O quantum é essencialmente a ciência além do sentido. Não é possível ter qualquer imagem da realidade final."
Werner Heisenberg
Em 1922, Bohr foi agraciado com o Prêmio Nobel de Física e, décadas depois, participou no desenvolvimento dos estudos que levariam à construção das armas nucleares, fato que o fez passar o resto de sua vida fazendo campanha contra elas. Saiba mais sobre a vida e as descobertas de Niels Bohr nas páginas seguintes.
niels bohr

Niels Bohr: do futebol à física quântica

O dinamarquês Niels Bohr cresceu numa atmosfera familiar progressista, liberal e intelectual. Seu pai era professor de fisiologia na Universidade de Copenhague e quase ganhou um Prêmio Nobel. Além disso, sua admiração pela Inglaterra o fez ser um dos pioneiros em levar o futebol para a Dinamarca. Bohr nasceu em 7 de outubro de 1885 e, quando era um adolescente, o físico alemão Max Planck formulou o que seriam os fundamentos da teoria quântica, que viria a ser desenvolvida nas décadas seguintes por Albert Einstein e o próprio Niels Bohr.

Mas antes de se tornar um dos mais importantes e influentes físicos do século 20, Bohr foi, assim como seu inseparável irmão mais moço, um talento no futebol dinamarquês, para orgulho do pai. Em 1903, enquanto o mundo era agitado pelas revoluções científicas que caracterizariam o século 20, Niels e seu irmão começaram a estudar na Universidade de Copenhague e a jogar pelo time de futebol da escola, o Akademisk Boldklub, que era um dos mais fortes do país na época. Bohr convivia também com importantes intelectuais que frequentavam a casa de seus pais, como o filósofo Soren Kierkegaard, fundador do existencialismo, e o crítico George Brandes, descobridor de Nietzsche.

Em seu último ano na universidade, Niels apresentou um trabalho experimental sobre as vibrações num jato de água, o que lhe valeu a Medalha de Ouro da Real Academia Dinamarquesa de Ciências e Letras, um feito extraordinário para um jovem de pouco mais de 20 anos de idade. Mas aquilo foi só um prenúncio do talento científico de Bohr. O melhor ainda estava por vir. Sua tese de doutorado intitulada “Um estudo da teoria dos elétrons dos metais” chegou a conclusões espantosas. Ele argumentou que o magnetismo revelava inadequações à teoria dos elétrons dos metais. Segundo Bohr, a teoria apesar de dar conta de quase todas as qualidades dos metais não era confiável ao tratar das quantidades envolvidas no comportamento metálico. A força do magnetismo de alguns metais, por exemplo, ao serem colocados num campo elétrico, não se conformava às leis da física clássica. Aquela descoberta era aterrorizante. Bohr propunha que as regras da física clássica não se aplicavam aos níveis subatômicos. Para se descrever o que acontecia dentro do átomo, seria necessário desenvolver uma nova física.

Para entender melhor o que havia descoberto, Bohr foi para Cambridge estudar com J.J. Thomson, o descobridor dos elétrons. Mas Thomson classificou suas ideias como lixo. No entanto, em um jantar anual do Laboratório de Cavendish, Bohr conheceu o neozelandês Ernest Rutherford, que com seu trabalho sobre radioatividade tinha provocado especulações revolucionárias sobre a natureza dos átomos e sua estrutura. Apesar de terem estilos opostos para a pesquisa científica, eles se encantaram um pelo outro. Rutherford convidou Bohr para se juntar à equipe de pesquisadores da Universidade de Manchester. Os experimentos de Rutherford em Manchester o levaram a sugerir um modelo de átomo. Segundo ele, o átomo era quase inteiramente vazio. No centro haveria um núcleo positivo e minúsculo, mas extremamente denso. Ele seria rodeado por vários elétrons negativos que giravam ao seu redor em órbitas fixas, atraídos por ele. A menor unidade do mundo funcionaria igual ao sistema solar. Apesar de inspirada, a concepção de Rutherford batia de frente com as da física clássica. Foi então que Bohr entrou em cena. Ele passou a buscar uma solução que apoiasse a estrutura atômica “impossível” de Rutherford.

Niels Bohr e o mundo quântico

Niels Bohr acreditava que o modelo de átomo que se assemelhava a umsistema solar pensado por Rutherford era uma solução boa demais para ser descartada, já que ela explicava uma série de questões até então inexplicáveis. Mas, para o modelo de Rutherford funcionar, era necessário negar as leis da física. Na verdade, isso já havia começado a acontecer na virada do século 19 para o 20 quando o físico alemão Max Planck deu um primeiro passo para além da física clássica. Ele havia observado que a luz, que é uma radiação eletromagnética, se comportava como ondas e como partículas. Planck chamou essas ondas-partículas de quanta. Os quanta eram ondas que se moviam sob a forma de partículas e partículas que consistiam em ondas. A teoria quântica de Planck atribuiu propriedades ondulatórias para partículas individuais. Para a física clássica aquilo era impossível.


Para defender o modelo do átomo como “sistema solar” de Rutherford, Bohr desenvolveu um esquema que obedecia várias das leis da física clássica e ao mesmo tempo contrariava outras. Mas, o mais incrível era que esse esquema concordava exatamente com a teoria quântica original da luz de Planck. Com isso, ele demonstrou que a teoria quântica era essencial ao entendimento dos fenômenos subatômicos. Antes de ir para Manchester desenvolver esse trabalho, Bohr havia conhecido Margarethe Norlund, em Copenhague. Após um período em Manchester, retornou para a Dinamarca e casou-se com ela.

Bohr foi nomeado professor na Universidade de Copenhague, mas continuou a se corresponder com sua antiga equipe na Inglaterra. No ano seguinte, Bohr enviou o resultado de suas pesquisas a Rutherford. Ela foi publicada no Philosophical Magazine e causou um alvoroço. Bohr mostrava que a teoria quântica dava conta de mostrar como os átomos se comportavam. Mas o seu esquema que se aplicava ao átomo de hidrogênio, que tem apenas um elétron, enfrentou dificuldades com estruturas atômicas mais complexas.

Bohr, então, dedicou-se a resolver esse problema. Em 1914, Rutherford lhe ofereceu a oportunidade de um cargo em Manchester e Bohr aceitou. Na sua nova estada na Inglaterra ele pode verificar os avanços extraordinários na física quântica. Apesar de não encontrar as respostas para algumas de suas dúvidas, aquela nova ciência explicava muitas outras coisas e não poderia ser descartada. No meio da Primeira Guerra Mundial, a Dinamarca ofereceu a Bohr um cargo de professor e a promessa de que ele teria recursos para a criação de um centro de pesquisas que ficaria sob o seu comando. Em 1921, o Instituto de Física Teórica foi inaugurado. Ambiciosos jovens cientistas da Europa inteira para lá começaram a se dirigir. O reconhecimento a Bohr e seu Instituto logo chegou. Por conta de suas investigações sobre a estrutura de átomos e suas radiações, o cientista foi agraciado com o Prêmio Nobel de Física em 1922.

O Instituto de Bohr contou com a colaboração de vários pesquisadores brilhantes, como o suíço Wolfgang Pauli, o alemão Werner Heisenberg e o russo Lev Landau, entre outros. Lá a teoria quântica evoluiu em direção à mecânica quântica. O mundo subatômico segundo Bohr funcionava de forma bem complexa. Nele nem a lógica nem a causalidade predominavam. Na segunda metade da década de 20, Heisenberg formulou seu famosoprincípio da incerteza que definitivamente enterrava a física clássica. Ao mesmo tempo Bohr formulava seu princípio da complementaridade que em outras palavras dizia o mesmo que Heisenberg: no nível quântico, onde predomina a dualidade onda/partícula, nunca se podia saber exatamente o que estava por acontecer. Isto é, era possível medir com extrema precisão omomentum de uma partícula subatômica e também era possível verificar exatamente sua posição, mas nunca fazer as duas coisas ao mesmo tempo. A mecânica quântica trabalhava sobre a probabilidade, pois nesse nível o rigor era impossível.

Apesar das conquistas e reconhecimentos imediatos ao trabalho de Bohr e das pesquisas do Instituto de Física Teórica de Copenhague, a teoria quântica enfrentou décadas de descrédito e contestações. No final dos anos 30, Bohr conseguiu descrever o que efetivamente acontecia durante uma fissão nuclear. Ao saber que a Alemanha nazista tinha conhecimento para iniciar a fabricação da bomba atômica, Bohr, em visita aos Estados Unidos, informou isso a Einstein. O mais importante cientista vivo do mundo escreveu então ao presidente Roosevelt que iniciou o Projeto Manhattan.  Sob a liderança do físico americano Robert Oppenheimer e com a colaboração de Bohr, os Estados Unidos venceram a corrida nuclear e com o lançamento de duas bombas atômicas sobre o Japão em 1945 encerraram a Segunda Guerra Mundial. Bohr iniciou então uma cruzada pacifista para que houvesse uma partilha internacional de todo o conhecimento sobre a fissão nuclear. O que não deu certo. Em 1962, ele morreu.



Albert Einstein

Albert Einstein revolucionou a nossa visão sobre o universo. Ele nos mostrou, por exemplo, quetempo e espaço não podem ser vistos como absolutos. Tanto um quanto o outro são relativos. Além disso, o tempo está intrinsecamente ligado ao espaço, a ponto de ser uma quarta dimensão dele. Suas ideias foram tão contrárias ao senso comum do mundo científico do início do século 20 que elas determinaram o fim da física como até então era conhecida e anunciaram o início de uma nova era: a da física quântica e da energia nuclear.
A trajetória que levou o gênio criativo de Einstein a construir teorias revolucionárias sobre o universo começou na sua infância. Ao ver uma bússola com o pai, Bertl, como era chamado o pequeno Einstein por sua família, ficou encantado com o fenômeno do magnetismo, aquela força invisível que viajava pelo espaço para atrair o ponteiro da bússola sempre para o Pólo Norte. Esse encanto pela ciência o acompanharia pelo resto da vida. Ele motivaria seus insights que nos legaram as teorias da relatividade e a famosa fórmula (E=mc²) que mostra a matéria como “energia solidificada”, entre outras surpreendentes descobertas.








Einstein
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Teoria da relatividade para leigos

Einstein procurou assim explicar de forma bem-humorada sua complexa teoria da relatividade:

Quando você está cortejando uma moça simpática, uma hora parece um segundo. Quando você se senta sobre carvão em brasa, um segundo parece uma hora. Isso é a relatividade.

 Juventude de Albert Einstein

Um dos mais famosos cientistas do século 20, homenageado em um selo dos EUA.Einstein nasceu em 14 de março de 1879 em Ulm, uma pequena cidade do sul da Alemanha. Sua mãe era culta e gostava de tocar violino, gosto que passou para o pequeno Albert. Seu pai era afável e sociável, mas fracassado no mundo dos negócios. Os insucessos de suas lojas e indústrias eram responsáveis pela vida espartana da família. Único judeu em uma sala de aula de uma escola católica, numa época em que o anti-semitismo começava a se intensificar, Einstein se entediava com os estudos e com a postura autoritária dos professores, reflexo do estilo “sangue e ferro” do governo Bismark na Alemanha.
Sua aversão à maior parte das disciplinas escolares lhe rendeu a fama de ter dificuldades no aprendizado. Mas naquilo que lhe interessava, como física e matemática, mostrava sua inteligência precoce e revelava-se um autodidata. Consciente dessa capacidade, mostrava-se às vezes convencido e insolente.  A filosofia era outro campo do conhecimento que agradava muito ao jovem Einstein. Apresentado à complexa obra metafísica de Immanuel Kant, provavelmente como um desafio a sua precoce genialidade, descobriu nela uma construção de excepcional profundidade que buscava explicar absolutamente tudo. Aquilo o influenciaria pelo resto de sua vida.




Apesar da vontade do pai para que estudasse engenharia e ingressasse nos negócios da família, Einstein contou com a compreensão paterna ao demonstrar que aquilo não o interessava. Sua vida estudantil manteve-se errática. Alcançava excepcionais notas em matemática e física, mas era de forma proposital um fracasso nas demais disciplinas. Recusava-se a seguir instruções e preferia usar seus próprios métodos, mesmo quando fazia experiências em laboratório.



Com o apoio financeiro dos parentes de sua mãe, Einstein foi estudar na Suíça. Em 1895, começou a frequentar a Politécnica de Zurique, a melhor escola técnica da Europa central. A atmosfera intelectual, a liberdade para o debate e o ar cosmopolita de Zurique ajudaram Einstein a desenvolver seu brilhantismo e o aproximaram das ideias socialistas. Nesse período, formou um círculo de amigos íntimos, que como ele eram estudantes de matemática e física obcecados pelas questões fundamentais da ciência. A capacidade genial de Einstein foi logo percebida pelos colegas que o ajudavam de forma que ele pudesse acompanhar o curso.



Entre os amigos de Einstein em Zurique havia uma moça, aliás a única da turma. Mileva Maric era sérvia e se tornou a primeira mulher com quem o namoradeiro Einstein podia discutir seus temas mais complexos de física. Às duras penas, conseguiu se formar em 1900. Para escapar do serviço militar na Alemanha, permaneceu na Suíça, onde obteve sua cidadania, mas teve enormes dificuldades para arranjar emprego. Enquanto trabalhava como professor temporário em uma escola próxima a Zurique, tornou-se amante de Mileva. Ao fim do emprego temporário descobriu que ela estava grávida. Desempregado e sem dinheiro, não teria como se casar e sustentá-la. Mileva então voltou a morar com os pais, onde deu a luz a uma menina. O destino de Lisa, a primeira filha de Einstein é nebuloso. Ao que tudo indica, ela foi adotada pelos pais de Mileva, mas desapareceu sem deixar vestígios.


Enquanto isso, Einstein conseguiu um emprego no Escritório de Patentes em Berna, na Suíça. Um ano após o nascimento de Lisa, Mileva deixou sozinha a casa dos pais e foi se encontrar com Einstein. Eles se casaram em 1903 e, no ano seguinte, nasceu Hans Albert. Naquele momento, Einstein produzia ensaios que apesar de não serem excepcionais traziam alguns dos insightsque revolucionariam a física. Suas ideias sobre a luz, o espaço e o tempo não se enquadravam nas leis da física clássica desenvolvidas por Newton dois séculos antes. Einstein começava a elaborar as teorias que mudariam nossa forma de compreender o universo. 

Einstein: a descoberta de um gênio






Einstein

Em 1905 foram publicados quatro artigos escritos por Albert Einstein que transformaram o mundo. O primeiro deles era considerado pelo próprio autor “bastante revolucionário”. Em “Sobre um ponto de vista heurístico acerca da produção e da transformação da luz”, Einstein, em dezessete páginas, transformou toda a compreensão da natureza da luz e explicou certas anomalias surgidas na física clássica. Sua argumentação físico-matemática preparou o terreno para a teoria quântica.

O segundo artigo foi o que teve a menor importância entre os quatro. Nele, Einstein delineia um método para determinar o tamanho de uma molécula. O terceiro artigo partia de um tema aparentemente pouco promissor – “Sobre o movimento de pequenas partículas suspensas em um líquido estacionário, segundo a teoria cinética molecular do calor” – para mudar os paradigmas da ciência. Numa época em que se tinha ainda dúvidas no meio científico sobre os átomos, Einstein ousou provar a existências de moléculas invisíveis nesses dois artigos.

A partir dos insights que resultaram nos três primeiros artigos, Einstein produziria um quarto – e provavelmente o mais famoso deles. Ele tinha 26 anos de idade, era pobre e um funcionário público dos escalões inferiores à beira de um colapso mental e físico por conta de suas reflexões sobre complexos problemas e fórmulas. Após o que ele relatou como uma noite de torpor na qual uma tempestade explodiu em sua cabeça, produziu um artigo de 31 páginas chamado “Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento”. Nele estava contida a teoria da relatividade especial.

Isaac Newton havia declarado que tempo e espaço eram absolutos, sem qualquer relação com coisas exteriores. Segundo a física clássica, o tempo flui de modo equitativo e o espaço permanece sempre semelhante e inamovível. Einstein mudaria essas certezas. Para começar, ele propõe que não há nada que se possa chamar de movimento absoluto. Isso significa que também não existe ausência absoluta de movimento. Toda velocidade é relativa ao referencial específico que a define. Assim, se há movimento relativo, o tempo e o espaço se tornam relativos. Com uma exceção. A velocidade da luz, que é sempre a mesma, qualquer que seja a referência.






A fórmula da teoria da relatividade, a mais famosa de Einstein.


Einstein, com sua teoria da relatividade, mostrava entre outras descobertas que não existe tempo absoluto. O tempo somente se aplica ao local em que está sendo medido. Outro fruto da teoria da relatividade foi a fórmula E=mc², onde E é energia, m é massa e c é a velocidade da luz. Com ela, ele pressupunha que a matéria é energia solidificada e que, se a massa pudesse de algum modo ser convertida em energia, uma pequena quantidade de massa liberaria uma excepcional quantidade de energia. Mais para a frente Einstein incluiria a gravidade na sua teoria e criaria a teoria da relatividade geral, que prevê que a matéria pode fazer com que o espaço se curve. Publicado em 1916, o artigo “O fundamento da teoria da relatividade geral” mostrava em sua descrição dos fenômenos do universo que o espaço se tornava curvo e o tempo também, afinal ele era uma quarta dimensão em um contínuo espaço-tempo (para entender a teoria da relatividadedesenvolvida por Einstein, clique aqui e leia o nosso artigo).

Einstein mudou a forma de se fazer ciência. Até então ela era basicamente empírica. Mas ele inverteu esse processo. Teórico convicto, ele considerava o método de construir teorias a partir das evidências obtidas nos experimentos muito lento e prosaico. Sua mente preferia avançar e deixar que no futuro a experimentação comprovasse suas teorias. E isso realmente aconteceu.

Após o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a comprovação das principais ideias de Einstein na observação de fenômenos espaciais, o mundo reconheceu sua genialidade. Àquela altura já estava separado de Mileva, e seu descuido com a própria aparência imortalizaram a imagem do gênio distraído. Figura pública ministrando conferências por toda a Europa e Estados Unidos, era sempre recebido como herói. Sua prima Elsa, com quem se casara, cuidava de manter uma certa ordem em sua vida pessoal. Em 1921, ganhou o Prêmio Nobel e com a ascensão do nazismo na Alemanha, mudou-se para os Estados Unidos. Lá, dedica-se à pesquisa pura no recém-criado Instituto de Estudos Avançados de Princeton.

Uma lenda viva da ciência, ele se tornou mais recluso após a morte de Elsa em 1936. Em 1939, ao saber que sua fórmula E=mc² levaria os alemães a construir a bomba atômica, alerta o presidente Roosevelt, dos EUA, que à revelia de Einstein inicia o Projeto Manhattan que resultaria nas bombas atômicas lançadas no Japão em 1945. Chocado, envolveu-se em campanhas pacifistas e suas simpatias ao socialismo o colocaram na lista de investigados do FBI na era do macartismo. Cansado, e distanciado da física quântica, morreu em 18 de abril de 1955, aos 76 anos, enquanto dormia no Princeton Hospital, onde estava internado após sofrer um colapso. Havia confessado que se sentia um estranho no mundo.






Einstein e a relatividade
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Este artigo é uma resenha do livro “Einstein e a Relatividade em 90 minutos”, de Paul Strathern, da coleção “Cientistas em 90 minutos” da Jorge Zahar Editor, publicado em 1998.

Dragão de Komodo



Dragões de Komodo devorando búfalo selvagem na ilha de Rinca, Indonésia
Kira Kaplinski/istockphoto
Dragões de Komodo devorando búfalo selvagem na ilha de Rinca, Indonésia


Em junho de 2008 cinco mergulhadores foram arrastados para longe de seu barco e ficaram à deriva. Chegaram à terra firme 12 horas depois, escapando das águas infestadas por tubarões - mas ainda não estavam a salvo.


O lugar a que eles chegaram era a ilha de Rinca, na Indonésia, um dos últimos redutos naturais de dragões de Komodo. Os mergulhadores deram de cara com um deles e passaram dois dias tentando afugentá-lo, atirando pedras contra ele e gritando, até ser resgatados.




Até a Primeira Guerra Mundial muita gente achava que os dragões de Komodo eram uma lenda. Então um piloto sobreviveu à queda de seu avião perto da ilha de Komodo, contando sobre os dragões [fonte: Zoológico de Honolulu]. Ele teve muita sorte.



Os dragões de Komodo (nome científico Varanus komodoensis) merecem a reputação que têm de animais ferozes. Seres humanos são atacados e devorados por eles [fonte: BBC News]. Parte de uma família de lagartos conhecidos como monitores, os dragões de Komodo são os maiores lagartos do mundo. O maior já medido tinha mais de 3 metros de comprimento e pesava 166 kg [fonte: UKTV]. Na média, os dragões de Komodo têm cerca de 2,5 m e pesam 90 kg [fonte: Zoológico de Honolulu]. Só para dar ideia da força dos bichos: quando é preciso tirar amostras de sangue do dragão de Komodo do Zoológico de Londres, são necessárias duas pessoas apenas para segurar a cauda do bicho - que nem é dos maiores, com 54 kg 



Virgem de Komodo
Em maio de 2006 uma fêmea de dragão de Komodo do Zoológico de Chester (Reino Unido) botou ovos sem nunca ter tido contato com um macho.

Foi o primeiro caso conhecido de partenogênese (nascimento sem fecundação) na espécie [fonte: UKTV].


Muitos cientistas acham que o recordista de 166 kg tenha comido algo grande logo antes da pesagem. Um dragão de Komodo pode comer o equivalente a 80% de seu peso em 20 minutos [fonte: Zoológico de Honolulu]. O animal pode engolir de uma vez porções enormes, porque seu crânio e sua mandíbula são flexíveis como as das cobras. A dieta do dragão de Komodo inclui galinhas, javalis, veados, cabras e até animais enormes, como búfalos. E de vez em quando, um ser humano. O dragão de Komodo é o único lagarto a atacar presas maiores que ele mesmo. Com frequência ele ataca outros de sua espécie. Cerca de 10% do que um dragão de Komodo come são outros dragões de Komodo [fonte: Zoológico de Honolulu].



Não são muitas as espécies que conseguem sobreviver a um ataque do dragão de Komodo - entre elas estão o homem e o próprio dragão de Komodo. Ameaçado de extinção, com cerca de 4.000 espécimes selvagens, o dragão de Komodo está no topo da cadeia alimentar em seu hábitat [fonte: Zoológico de Honolulu].



O que faz desse lagarto um predador tão bem-sucedido? Veremos em seguida.



A mordida do dragão de Komodo


Com quase 60 dentes, serrilhados como os de um tubarão, com perto de 1 cm cada, o dragão de Komodo é um predador brutal. E o ataque de um dragão de Komodo é garantia de uma refeição.



Mesmo que o animal caçado não morra no momento do ataque, quase com certeza estará morto depois de alguns dias. O dragão de Komodo espera pacientemente, seguindo a presa ferida por quilômetros, localizando-a graças ao olfato. Como a maioria dos lagartos e cobras, o dragão de Komodo tem o olfato muito apurado. Não é como nosso olfato. Da mesma forma que uma cobra, o dragão de Komodo "cheira" coletando ar com sua língua bifurcada e depositando-o em receptores no céu da boca. Graças a esse método ele consegue detectar uma carcaça a 8 km de distência [fonte: Zoológico de Honolulu].



Não se sabe exatamente como a mordida do dragão de Komodo mata.



Até recentemente os cientistas tinham certeza que eram bactérias presentes na boca do dragão de Komodo que matavam a presa depois de alguns dias. A explicação faz sentido. Na saliva do dragão de Komodo há entre 50 e 80 tipos de bactérias [fontes: National Geographic, BBC News]. Tantas bactérias entrando na corrente sanguínea numa mordida são sinônimo de infecção e morte. Mas pesquisas recentes mostram outra possibilidade.




Olhos maiores que a barriga

O dragão de Komodo deixa de lado cerca de 10% de cada animal que caça. Para comparar, um leão não come cerca de 30% da presa [fonte: Smithsonian]. Além das partes de sempre (e outras, como os intestinos) o dragão de Komodo também engole pelos, ossos, chifres e cascos. Como ele não consegue digerir essas coisas, o que acontece depois? Ele vomita de volta, numa maçaroca malcheirosa chamada de bolo gástrico.


Em 2005 cientistas concluíram que os dragões de Komodo (na verdade, todos os monitores, e também os iguanas) secretam veneno, além de ter as bactérias [fonte: New Scientist]. Veneno é uma toxina produzida por glândulas especiais e injetada num animal por uma mordido ou ferroada. Os pesquisadores se dispuseram a procurarveneno nos dragões de Komodo porque achavam que era improvável que uma infecção bacteriana fosse capaz de matar um animal em 1 ou 2 dias apenas. Agora que pelo menos uma pesquisa localizou veneno na saliva do dragão de Komodo, há quem acredite que é o veneno, e não o coquetel de bactérias, que torna o lagarto tão constantemente letal.



Os dragões de Komodo são imunes a seu veneno, o que, como todas as defesas biológicas, tem possíveis aplicações na pesquisa médica. A descoberta do anticorpo do dragão de Komodo que o protege de seu próprio coquetel de bactérias poderia levar ao desenvolvimento de uma nova classe de antibióticos poderosos.



Em 2004 cientistas identificaram o anticorpo das najas que as protege de seu veneno. Eles creem que a compreensão de como os receptores de veneno são bloqueados nesses animais permitirá a criação de tratamentos avançãdos para infarto, AVC e câncer [fonte: National Geographic].




Elefantes

O elefante é o maior animal mamífero que vive sobre a terra
© iStockphoto.com /Johan63
O elefante é o maior mamífero que vive sobre a terra
O elefante é o maior animal mamífero que vive sobre a Terra. São encontrados na África e Ásia, principalmente em florestas e savanas. Eles podem serdomesticados e têm sido utilizados como animais de tração e artistas de circo.


Os elefantes medem entre 1,6 e 3,9 m na altura dos ombros, e normalmente pesam entre 2.720 e 6.350 kg. Os machos são maiores que as fêmeas. Eles têm uma pele grossa (semelhante ao couro) e enrugada.  A cor da pele varia do cinza ao marrom e é coberta por pelos ouriçados e esparsos. 


O elefante tem uma cauda longa e fina, com um tufo de pelos na ponta. Seus pés são curtos e largos e em forma de coluna. A cabeça do elefante é maciça e ele tem um pescoço literalmente curto e grosso. Possui olhos pequenos e orelhas grandes e em forma de leque. Suas orelhas são finas para que o elefante seja capaz de se abanar com elas. É dessa forma que  aliviam o calor do próprio corpo.


Talvez sua característica mais marcante seja a tromba – uma extensão flexível que parte do nariz e lábio superior. A tromba de um elefante pode chegar a ter mais de 3 metros de comprimento e tem uma pequena abertura na ponta.


A dieta de um elefante consiste em grama, cascas, raízes, folhas e frutos. O elefante usa sua tromba para empurrar ou quebrar as folhas dos galhos. Em seguida, ele empurra a comida para a boca. Para beber, o elefante puxa água para dentro da tromba e então esguicha a água para dentro de sua boca. Ele também usa a tromba para atirar lama ou sujeira nas próprias costas, o que o ajuda a se refrescar. Quando amedrontado, o elefante sopra e emite um som através de sua tromba.


O elefante tem presas, dentes incisivos longos que se estendem para fora da boca e que crescem ao longo de sua vida. As presas podem ter até 3,5 m de comprimento e são levemente curvadas para cima na ponta. O elefante usa suas presas para arrancar árvores e arbustos de seu caminho, além de combater outros elefantes.

Fatos interessantes sobre os elefantes
-    A pele de um elefante é cinza e enrugada. A pele de um elefante adulto tem cerca de 3 cm de espessura e pesa cerca de 1 tonelada. No entanto, ela é surpreendentemente macia. Moscas, mosquitos e outros insetos podem picá-la.

- Um elefante assustado ou bravo pode correr a uma velocidade de 40 km/h a uma curta distância. Já em uma longa jornada, os elefantes costumam percorrer uma média de 16 km/h.

- O elefante usa sua tromba como se fosse uma mão. A tromba pode carregar 272 kg de carga ou um pequeno objeto como uma moeda, por exemplo. Os elefantes também respiram e cheiram pela tromba.

- Os elefantes amam a água e frequentemente tomam banho em lagos e rios. São excelentes nadadores. Um elefante pode se dar um banho disparando um jato de água a partir de sua tromba
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Hábitos dos elefantes

Os elefantes são animais sociais e que vivem normalmente em manadas. As fêmeas, chamadas “aliás”, e os jovens, vivem em manadas compostas por 15 a 40 indivíduos liderados por uma fêmea adulta. Os machos vivem sozinhos ou em outras manadas (geralmente menores) com outros machos. Durante ocorrências incomuns, como um período de muita seca, pode-se encontrar manadas maiores e que contêm elefantes de ambos os sexos.






Os elefantes costumam viver em manadas
© iStockphoto.com /Johan63
Os elefantes costumam viver em manadas


Hábitos dos elefantes

Os elefantes são animais sociais e que vivem normalmente em manadas. As fêmeas, chamadas “aliás”, e os jovens, vivem em manadas compostas por 15 a 40 indivíduos liderados por uma fêmea adulta. Os machos vivem sozinhos ou em outras manadas (geralmente menores) com outros machos. Durante ocorrências incomuns, como um período de muita seca, pode-se encontrar manadas maiores e que contêm elefantes de ambos os sexos.






Os elefantes costumam viver em manadas
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Os elefantes costumam viver em manadas

A maioria dos elefantes não tem um período para o acasalamento. Algumas populações, no entanto, tem um período de acasalamento entre novembro e abril, período no qual os machos entram no cio, ficam agressivos e lançam secreções hormonais por uma glândula localizada na cabeça. Fêmeas no cio podem emitir chamados de baixa freqüência que atraem os machos a 3,2 km de distância.
Cerca de 22 meses após o “encontro amoroso”, a fêmea dá a luz a um único filhote. Ao nascer, o filhote pesa cerca de 100 kg e mede 90 cm até o ombro. É coberto por um pelo marrom e que normalmente cai à medida que o elefante cresce. Os filhotes contam com a ajuda de suas mães até 1 ano e meio, aproximadamente. A maturação sexual ocorre entre os 10 e 22 anos de idade. E sim, os elefantes vivem bastante – podendo chegar aos 80 anos.

Espécies de elefantes

Há três espécies de elefantes. Duas são nativas da África e uma, da Índia.
O elefante-africano-de-savana, encontrado nas savanas da África Central, atinge 3,9 m na altura dos ombros e pesa até 7.500 kg. Suas presas, encontradas em ambos os sexos, chegam a ter 3,5 m de comprimento e pesam cerca de 100 kg cada. As orelhas têm 2 m de comprimento. O elefante tem dois lóbulos carnosos na ponta de sua tromba que ajudam na coleta de alimento. Ele tem cinco unhas em cada pata dianteira e apenas três unhas nas patas traseiras.


Os elefantes africanos que vivem nas florestas da África Central são raramente vistos. Eles são muito parecidos com os elefantes da savana e só foram classificados como espécies diferentes em 2001. Em geral, são menores do que os elefantes da savana, atingindo 2,5 m de altura. Suas orelhas são mais arredondadas, porém, suas presas são mais compridas e retas.


O elefante indiano é encontrado em partes da Índia, sudeste asiático e sul da China. Ele também é menor do que o elefante africano da savana e tem orelhas menores. O elefante indiano tem cinco unhas em cada pata dianteira e quatro unhas nas patas traseiras. Sua tromba tem um único lóbulo na ponta. O elefante indiano atinge até 2,9 m na altura dos ombros e pesa até 6.700 kg. Somente os machos têm presas com cerca de 2,7 m de comprimento e pesam 68 kg cada.


O elefante indiano é facilmente domesticado e é usado como animal de tração no sul da Ásia. Também é treinado para “trabalhar” em circos. Esses elefantes são capturados de manadas selvagens. Os métodos de treinamento são similares àqueles usados para treinar cavalos, mas o período de treinamento pode durar até 10 anos. 

História dos elefantes

Os elefantes têm sidodomesticados e usados pelos seres humanos há milhares de anos. Na Roma antiga, os elefantes já eram treinados como animais de circo. Em 218 a.C, Hannibal, um general cartaginês, usou elefantes para transportar seu exército através dos Alpes em uma campanha contra Roma.
Os elefantes foram usados primeiramente como animais de tração há mais de 2 mil anos, na Índia. Eles também eram usados para transportar a realeza indiana.


Hoje, os elefantes são usados na Ásia na indústria madeireira para levantar e puxar troncos pesados e em outras indústrias também para levantar algum tipo de peso.




Durante muitos séculos as presas dos elefantes eram removidas (as presas são valiosas fontes de marfim). Devido à caça indiscriminada por essas presas e pela carne do elefante, além da destruição de seus habitats, as duas espécies de elefantes estão ameaçadas de extinção. Em 1989, mais de 100 países concordaram em participar de uma moratória internacional sobre o comércio de marfim e outros produtos de elefante. Alguns países, no entanto, bem como o mercado negro, continuam a comercializar o marfim de suas presas, pondo em dúvida o futuro dos elefantes.
Os elefantes têm sido domesticado há anos
© iStockphoto.com /JasonPrince
Os elefantes têm sido domesticado há anos